Notícia
Após não conseguir o resultado esperado em uma audiência de conciliação feita ontem (12) com o Ministério da Saúde, o governo de São Paulo decidiu ingressar com uma ação na Justiça, nesta sexta-feira (13), contra a pasta para exigir que continue entregando a mesma quantidade de doses de vacinas contra a Covid-19.
Participaram da audiência de conciliação representantes da Secretaria de Estado da Saúde, do Ministério da Saúde, do Judiciário, do Ministério Público Federal e da Advocacia Geral da União, mas não houve acordo.
"São Paulo preza pela proteção da sua população. E proteger, hoje, é vacinar, especialmente agora que temos a variante delta circulando entre a nossa população", disse o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, à coluna de Mônica Bergamo, no jornal “Folha de S.Paulo”.
Entenda o caso
O governo de São Paulo acusou o Ministério da Saúde de cortar pela metade o envio de doses de vacinas contra a Covid-19 ao estado, o que pode comprometer o calendário de vacinação estadual. Das 228 mil doses esperadas do imunizante da Pfizer, apenas metade foi recebida.
O executivo estadual encaminhou, então, um ofício ao ministério solicitando o envio da totalidade de doses. O governo de São Paulo chegou a acusar a pasta de estar boicotando a vacinação em São Paulo, o que foi negado pelo MS, que afirmou estar apenas obedecendo a novos critérios de distribuição.
Doses paradas em galpão
Notícia veiculada nos principais veículos de comunicação ontem informava que o Ministério da Saúde possui 6,9 milhões de doses de vacinas da Pfizer e da CoronaVac paralisadas no centro de distribuição da pasta no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo.
Mais de metade das doses, segundo a pasta, precisa de aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser liberada.
Devido ao atraso na liberação de doses, a cidade do Rio de Janeiro teve que suspender a vacinação por idade.
Com informações da Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo.