Notícia
Os trabalhadores e as trabalhadoras do serviço público da capital paulista estão, nesta quinta-feira (14), realizando mais um protesto em frente à Câmara Municipal contra mais mudanças no regime próprio de previdência, que ficou conhecido como Sampaprev 2.
O protesto desta quinta foi convocado após manobra do governo de Ricardo Nunes com sua base aliada para tentar aprovar o texto do Projeto de Emenda à Lei Orgânica (PLO) 07/2021, na calada da noite de ontem (13), após a mobilização dos trabalhadores deixar a frente do prédio do legislativo.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep), parceiro do SindSaúde-SP em diversas lutas por direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras e na defesa da saúde pública, o governo municipal tentará votar o PLO em uma sessão extraordinária ainda hoje.
Não tem arrego!
Na tarde de ontem, milhares de servidores foram para a porta da Câmara para deixar claro aos vereadores que não aceitam o confisco de salário, proposto no projeto, e que a mobilização continua até que o texto seja retirado.
Sérgio Antiqueira, presidente do Sindsep, parabenizou a união sindical e os servidores do nível básico e médio, que estão desde 2013 com seus salários congelados, pela resistência ao projeto e pela persistência em buscar uma negociação com o governo municipal.
Em relação ao Sampaprev, Antiqueira deixou claro que os servidores não aceitam esse confisco de salário. “Não podemos aceitar a votação desse projeto sem diálogo com os trabalhadores. Sampaprev 2, não! Não aceitamos confisco!”, afirmou.
Mobilização
Em assembleia, as trabalhadoras e trabalhadores do serviço público municipal aprovaram a construção de comandos de mobilização unificados nas regiões para a organização da agenda de mobilização da próxima semana; a participação dos servidores no dia 15 de novembro no ato Fora Bolsonaro; e apoio ao funcionalismo público estadual contra o Projeto de Lei Complementar 26, a reforma administrativa do governador João Doria Jr.
O SindSaúde-SP apoia e se solidariza à luta dos trabalhadores e das trabalhadoras municipais contra os ataques de Ricardo Nunes, que mantém a política imposta por João Doria Jr., desde que este assumiu a Prefeitura de São Paulo em 2017. Além disso, o Sindicato agradece o apoio contra o PLC 26, do governo estadual.
Com informações do Sindsep