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A secretária--adjunta de Administração e Finanças do SindSaúde-SP, Maria Godoi de Faria, foi eleita durante o 14º Congresso Nacional da CUT (CONCUT), no último sábado (21), para comandar a secretaria nacional de Comunicação da Central.
A dirigente que ocupava o cargo de secretária-adjunta de Administração e Finanças e segue presidente o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), inicia a gestão já neste ano com a missão de liderar uma pasta fundamental para a luta pela democracia.
Um dos setores em que há maior investimento da extrema-direita para produção de fake News, a comunicação demanda que organizações como a CUT invistam em dinamismo, fluidez e criatividade para batalhar por um espaço no campo das ideias.
“A comunicação não se resume ao site da Central, mas trata-se de uma política que demanda dinâmica e rapidez. Entre nossos desafios estará a integração das CUTs dos estados para que tenham vida ativa e para que possamos fazer com que nossos valores, olhares e lutas sejam conhecidos dentro e fora do movimento sindical e social e para que a classe trabalhadora, com sua diversidade, tenha voz”, explica Maria Faria.
SindSaúde-SP presente no 14º CONCUT
Com uma delegação de 14 representantes, o maior sindicato do setor de seguridade social teve uma participação expressiva no encontro ao levantar debates como a valorização dos profissionais e das profissionais da saúde público, o investimento no setor para melhorar o atendimento à população e incluindo a valorização das categorias por meio da realização de concursos públicos e de uma carreira única.
Dentre as discussões paralelas que ocorreram durante o CONCUT, na sexta-feira (20), segundo dia do encontro, o SindSaúde-SP participou da reunião da Seguridade Social e Saúde, que discutiu as indicações políticas e também as lideranças do ramo que compuseram a nova direção da CUT.
O sindicato pautou ainda a defesa por parte da CUT da aplicação de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) para o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e 15% do orçamento para o Sistema Único de Saúde (SUS). Além da defesa das estatais, dos serviços públicos e do fim dos processos de terceirização e privatização no setor.
Os dirigentes do SindSaúde-SP discutiram também o investimento para formação de um complexo econômico industrial do setor por meio da nacionalização e investimento na indústria nacional e o investimento com o objetivo de fazer com o que o Brasil seja produtor de equipamentos, insumos a partir do avanço em tecnologia, ciência e pesquisa, discutir patentes para medicamentos.
Conforme defendeu o Secretário de Administração e Finanças do SindSaúde-SP, Gervásio Foganholi, nada disso será possível sem o protagonismo dos trabalhadores e trabalhadoras e o direito à liberdade sindical.
“Um dos principais pontos que levamos para o 14º CONCUT foi a importância de a CUT apontar a regulamentação da negociação coletiva no serviço público uma prioridade. Após a retirada de vários direitos trabalhistas e previdenciários, para que avencemos em direitos, segurança e saúde é necessário o apoio e a intervenção da Central. Portanto, a entidade deve ser protagonista no processo de reconstrução da democracia”, afirmou.