Notícia
Goste ou não, um dos papéis de gestores ou responsáveis por equipamentos públicos é prestar contas à população e o sindicato cumpre papel fundamental nesse processo ao cobrar por transparência, melhores condições de trabalho, mudanças que contribuam para que os profissionais da saúde possam prestar um bom serviço à população.
Por isso, quando adotam uma postura violenta, aqueles e aquelas que ocupam cargo de liderança merecem repúdio, como é o caso do gerente-executivo do Seconci, Bruno Toldo. A Organização Social (OS) responsável pela administração do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), é um exemplo de como terceirizações e privatização não são sinônimo de melhoria na qualidade de serviços prestados.
Na manhã do dia 11 de março, três dias após o 8 de março, Dia da Mulher, Toldo foi abordado por um grupo de trabalhadores(as) públicos que queriam falar com o gerente sobre uma decisão administrativa. Como parte de seu trabalho e atribuição legal, a diretora do SindSaúde-SP da região de Sorocaba, Cíntia Lopes, bateu na porta do dirigente e quando pediu licença para entrar, foi recebida aos gritos. Além disso, teve o braço segurado e foi empurrada. A violência somente terminou quando ela disse que ele estava a agredindo.
A postura não é inédita. Bruno Toldo é conhecido pelos profissionais por sua postura truculenta que, desta vez, chegou às vias físicas.
A dirigente registrou Boletim de Ocorrência por injúria.
➡️ Leia aqui reportagem do Portal Porque sobre o tema:
https://www.portalporque.com.br/sorocaba-regiao/diretora-do-sindsaude-e-agredida-e-registra-bo-contra-diretor-do-chs/
Por conta disso, dirigentes do SindSaúde-SP estarão no dia 25 de março, às 10h, em frente ao CHS, para cobrar providências do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) contra a postura violenta do diretor.
Cíntia conta que não foi a primeira vez que atitudes lamentáveis ocorreram. Segundo ela, a gestão de Toldo é marcada por agressões de todo o tipo. “Violência verbal sempre aconteceu. Além disso, outras pessoas da gerência ligadas a ele tomarem meu celular da minha mão e de uma delegada sindical de base nossa, quando participávamos de uma reunião e colocou na ante sala da gerência. Além de bloquearem meu crachá também para que eu não tivesse acesso ao interior do hospital”, comenta.
Diante disso, o sindicato cobrará o afastamento do diretor e o fim das ações violentas e o desrespeito no hospital.
O sindicato também recebeu da vereadora Fernanda Garcia (PSOL) e do vereador Izídio de Brito (PT). “Quero expressar meu total repúdio à agressão sofrida por uma servidora da saúde e sindicalista. É inaceitável que, em um momento de reivindicação por direitos e melhorias no ambiente de trabalho, uma trabalhadora seja violentada em vez de ouvida. A luta dos servidores da saúde é também nossa. Eu vejo hoje que, mesmo no aparato da Câmara, temos dificuldades em acessar os gestores do CHS. Imagina o povo que está sendo coagido então?”, afirmou Izídio.
Ato em repúdio à violência do diretor do Conjunto Hospitalar de Sorocaba
25 de março, às 10h
Bairro Vergueiro, Sorocaba – SP – Em frente ao Hospital Regional