Notícia
O presidente do SindSaúde-SP, Gervásio Foganholi, cobrou que o secretário de Saúde, Eleuses Paiva, atenda a categoria para tratar da pauta da Campanha Salarial 2025 e denunciou os casos de assédio que estão acontecendo no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), por parte do diretor da unidade escolhido pela Organização Social Serviço Social da Construção (Seconci).
A abordagem do Sindicato aconteceu na manhã desta terça-feira (25), após a prestação de contas da Secretaria de Estado da Saúde (SES), na reunião da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
O deputado estadual e membro da comissão, Luiz Claudio Marcolino (PT), aproveitou sua fala para pedir que o secretário atenda o SindSaúde-SP e negocie a pauta dos profissionais e também questionou a disparidade de investimentos em Organizações Sociais em relação aos equipamentos da Administração Direta.
“Foi feito um processo de ampliação de leitos, que era uma previsão da Secretaria, mas ao comparar as OSs e filantrópicos com as diretas, ela representa apenas 37% da rede hoje e foi a que menos cresceu em número de leitos. Talvez um dos problemas seja a falta de funcionários e, por isso, queria saber se há a intenção de abrir concurso público para ampliar a rede direta no estado”, perguntou Marcolino.
Eleuses não falou sobre a abertura de concursos, nem na resposta ao deputado e muito menos durante seu discurso, pelo contrário, o secretário afirmou que está prevista a construção de novos equipamentos e esses também serão geridos por organizações sociais.
O SindSaúde-SP segue denunciando os problemas na saúde, que são ampliados por conta do processo de terceirização e privatização, o caso de Sorocaba, infelizmente, é apenas um deles.
Eleuses justificou que está reformando alguns equipamentos no estado, como é o caso dos Hospitais Heliópolis e Ipiranga, e que irá reformar o Hospital Guilherme Álvaro (HGA) e que vai manter a equipe.
O SindSaúde-SP seguirá cobrando o governo para negociar a valorização dos profissionais e para que haja abertura de concursos públicos. Em relação ao caso de violência de Sorocaba, além da abordagem ao secretário e do ato realizado nesta terça em frente ao CHS, o SindSaúde-SP tem reunião marcada com a Secretária de Saúde nesta quinta-feira (27), quando irá pautar a postura violenta dos gestores, e ingressará também com uma ação no Ministério Público do Trabalho.
Leia também:
Em Sorocaba, SindSaúde-SP realiza ato por afastamento de gestor agressor