Médicas denunciam superlotação em hospital onde diretor agrediu dirigente do SindSaúde-SP
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    Médicas denunciam superlotação em hospital onde diretor agrediu dirigente do SindSaúde-SP
    Autor: Redação SindSaúde-SP
    31/03/2025

    Crédito: SindSaúde-SP

    Enquanto o gerente-executivo do Serviço Social da Construção (Seconci), Bruno Toldo, se preocupa em agredir para tentar calar dirigentes sindicais que lutam para melhorar as condições do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), a situação na unidade se agrava par aprofissionais da saúde e usuários. 

    Em reportagem divulgada no último dia 29 pelo Portal Porque, seis médicas assinaram um ofício à Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, na qual informam que não há mais capacidade de atendimento no local. 

    As trabalhadoras apontam que faltam vagas na Recuperação Pós-anestésica, no Pré-parto e na Enfermaria e que não há espaço físico para acomodar qualquer outra usuária da obstetrícia e ginecologia. Além disso, informam que a UTI/UCI (Unidade de Terapia Intensiva/ Unidade de Cuidados Intensivos) neonatal também está superlotada e solicitam que os pacientes sejam referenciados para outros hospitais que não essa maternidade. 

    O documento aponta ainda que na data em que foi elaborado o texto, no último dia 28, havia três pacientes em trabalho de parto, uma delas de 28 semanas, e quatro grávidas aguardando, além de outra mulher há dois dias à espera da curetagem uterina, sem previsão de solução devido à falta de insumos básicos, como avental, caixa de cirurgia, entre outros itens.

    A gestão catastrófica da Seconci não é novidade. Durante ato realizado em frente ao CHS no dia 25por conta da violência praticada contra a diretora do SindSaúde-SP da região de Sorocaba, Cíntia Lopes (leia mais abaixo), ela apontou diversos problemas que não são resolvidos pela Organização Social (OS), apesar dos recursos repassados pelo Estado. 

    Segundo Cíntia, faltam material cirúrgico, lençol, material de esterilização, fraldas e aparelhos de ar-condicionado que funcionem. 

    “A administração da Seconci no CHS é uma aula de incompetência e irresponsabilidade. Recebem dinheiro público, mas não conseguem gerenciar os problemas, o que já era esperado, afinal, a atuação deles é na área de construção civil e aí entra a responsabilidade do governador Tarcício de Freitas (Republicanos) para responder porque uma empresa que não entende nada de saúde está à frente de um hospital que nem deveria ser terceirizado”, questionou a dirigente. 

    De acordo com Cíntia, isso explica porque ao invés de sentarem com o sindicato para dialogar sobre saídas para a situação de calamidade, respondem com violência as contestações do SindSaúde-SP. 

    Ela refere-se ao caso ocorrido no dia 11 de março, quando o gerente-executivo daSeconci, Bruno Toldo, foi abordado por um grupo de trabalhadores(as) públicos que queriam falar com o gerente sobre uma decisão administrativa. Cíntia bateu na porta do dirigente e quando pediu licença para entrar, foi recebida aos gritos. Além disso, teve o braço segurado e foi empurrada. A violência somente terminou quando ela disse que ele estava a agredindo. 

    A postura não é inédita. Toldo é conhecido pelos profissionais por sua postura truculenta que, desta vez, chegou às vias físicas. 

    Diante dos ocorridos, o SindSaúde-SP solicitará uma auditoria na Comissão de Finanças da Alesp sobre o contrato da OS para verificar por que faltam insumos se dinheiro público está sendo repassado pela Seconci. 










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