Comsat no Hospital Heliópolis terá representantes do SindSaúde-SP
    Autor: Redação SindSaúde-SP
    04/11/2024



    A apuração dos votos para a constituição da Comissão de Saúde do Trabalhador (Comsat) no Hospital Heliópolis definiu na última quinta-feira (31) os 15 integrantes do grupo que será responsável por organizar, planejar e sugerir ações dentro do local de trabalho para assegurar um ambiente seguro e sadio a todas as trabalhadoras e trabalhadores.

    Todos os nomes indicados e apoiados pelo SindSaúde-SP foram eleitos, fator que comprova a capacidade de organização e a confiança da categoria no trabalho realizado pelo sindicato. 

    Os oitos titulares e sete suplentes definidos terão a incumbência de elaborar políticas e ações que atuem na prevenção a situações de risco ao invés de focarem apenas em questões curativas de maneira a garantir um menor índice de afastamento e a redução de danos na vida de todos os profissionais da saúde. 

    Primeiros passos

    A auxiliar de enfermagem concursada e delegada sindical de base Flavia Cesario, com 28 anos de atuação no hospital, aponta que a falta de funcionários devido à ausência de concursos públicos aliada ao aumento da demanda resultou em um cenário caótico.  

    “A prática de assistência de qualidade para o paciente fica comprometida porque a gente trabalha primeiramente com quadro reduzido, onde precisamos dar conta de tudo, e segundo porque faltam recursos, materiais básicos”, explica. 

    Segundo ela, a ausência de equipamentos de proteção individual (EPI) é comum e inclui desde luvas até agulhas como as 40 x 12, imprescindíveis no preparo da medicação. Além disso é comum ver macas e cadeiras de roda quebradas. 

    A situação, associada à falta também de um local para descanso impacta diretamente na qualidade de vida de uma categoria que precisa dobrar jornadas para compensar os salários baixos pagos pelo Estado. 

    A expectativa é que a Comsat, retomada após nove anos, possa fazer um mapeamento das principais necessidades dos profissionais. 

    “Temos muitos funcionários adoecidos psicologicamente, porque as demandas são grandes, o pagamento reduzido e a falta de estrutura é constante. Então, nosso objetivo é acolher o trabalhador e identificar o que mais necessitam no sentido da saúde física e mental, dos fatores de risco e ter um olhar mais humanizado para quem atende a população”, explica Flávia. 

    Diretora da Região do ABC do SindSaúde-SP, Gilvania Santos Santana, ressalta a importância de definir uma comissão forte a atuante para cobrar responsabilidade na gestão do hospital. 

    “Acreditamos que somente com a participação das trabalhadoras e trabalhadores na construção de uma gestão focada na prevenção e na segurança teremos efetivamente um ambiente de trabalho saudável e capaz de oferecer atendimento de qualidade à população e aos profissionais da saúde no desempenho das suas funções cotidianas”, definiu.